1988 - Nelson Mandela

Figura maior da oposição às políticas de segregação racial na África do Sul, Nelson Rolihlahla Mandela é hoje, com 93 anos, um dos maiores símbolos vivos da luta pela liberdade.

Nascido a 18 de Julho de 1918, na região de Transkei, cedo iniciou o seu caminho de insurreição e resistência contra um regime opressor que discriminava consoante a cor de pele. Logo no primeiro ano de universidade, depois de se ter mudado para Fort Beaufort para estudar direito, Mandela é expulso após se envolver num boicote às políticas universitárias. Muda-se então para Joanesburgo onde termina o seu curso na Universidade Witwatersrand.

Em 1942, junta-se ao Congresso Nacional Africano (ANC), estando mais tarde envolvido na fundação da Liga Jovem do ANC. Apesar disso, só após a vitória do Partido Nacional, nas eleições de 1948, que apoiava e promovia as políticas de segregação, Nelson Mandela viria a ficar mais envolvido na luta contra o regime.

Em 1955, junta-se ao Congresso do Povo, que divulgou a "Carta da Liberdade" - um documento de referência para a causa anti-apartheid -, e em 1960, após anos de luta não violenta, Mandela decide recorrer às armas depois do massacre de Sharpeville, que matou 69 pessoas, tornando-se o comandante do braço armado do ANC, Umkhonto we Sizwe, o chamado "Lança da Nação". É preso em 1962, e condenado a prisão perpétua em 1964. Só viria a ser libertado em 1990, após 27 anos de clausura, tornando-se um ícone mundial da resistência da população negra.

Em 1991 é eleito presidente do ANC e, nas primeiras eleições livres, torna-se o primeiro Presidente negro da República da África do Sul, dedicando o seu mandato (1994-1999) à reconciliação interna e à transição para uma democracia inter-racial.

Retira-se da vida pública em 1999, continuando contudo, até aos dias de hoje, a ser um farol de referência em prol da defesa dos direitos humanos e a defender os seus valores e ideais através das suas organizações de beneficência.

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