1989 - Alexander Dubček
No ano em que o Mundo assistiu ao derrube do muro de Berlim (1989), o Parlamento Europeu atribuiu o prémio Sakharov a Alexander Dubcek, figura de proa do movimento de reforma conhecido por Primavera de Praga (1968) e que apostava num modelo de socialismo com "rosto humano".
A. Dubcek nasceu a 27 de Novembro de 1921 em Uhrovec (actualmente Eslováquia), algum tempo após o regresso dos seus pais à Checoslováquia. O pai, Stefan, havia emigrado para os EUA, a fim de não ser incorporado nas fileiras do exército, por ocasião da I Guerra Mundial.
A. Dubcek vive dos 3 aos 17 anos de idade no Quirguizistão, juntando-se a seu pai que trabalhava numa cooperativa. Quando em 1938 retorna ao país, adere ao Partido Comunista Eslovaco. Durante a II Guerra Mundial junta-se à Resistência, tendo combatido o nazismo.
Em 1955 ingressa no Colégio Político de Moscovo, tendo-se diplomando em 1958.
A sua ascensão no seio do partido ganha aceleração após o seu regresso de Moscovo. Desafia abertamente o então Presidente Antonín Novotni. A liberalização política que deseja por em prática é rapidamente travada a 21 de Agosto de 1968, quando os tanques do Pacto de Varsóvia invadem a Checoslováquia. Era o fim de um sonho, e o início de um período de desgraça para Dubcek, que, sucessivamente, se viu relegado para um plano irrelevante, acabando por desempenhar as funções de simples jardineiro, em Bratislava.
Em 1988, Alexander Dubcek sai da obscuridade quando lhe é atribuído o grau de Doutor Honoris causa pela Universidade de Bolonha.
Apoiante da Revolução de Veludo, torna-se Presidente do Parlamento da nova Checoslováquia presidida por Vaclav Havel.
Morre em Praga, a 7 de Novembro de 1992, na sequência de um acidente de viação, sem ter assistido à separação do seu país em dois Estados, ele que era um federalista!












