1999 - Xanana Gusmão

Para a generalidade dos portugueses, a luta do povo timorense teve como um dos seus símbolos mais marcantes a personalidade e a coragem do cérebro militar da Resistência timorense, Xanana Gusmão.

Ao atribuir o Prémio Sakharov a um herói da luta de Timor-Leste, o Parlamento Europeu selava o seu apoio inequívoco à nobre causa do povo maubere.

José Alexandre "Kay Rala Xanana" Gusmão (n. 20/6/1946 em Manatuto) sobrevive a vários reveses infligidos à FRETILIN pelas forças de ocupação indonésias. Este filho de professores estuda num colégio de Jesuítas em Timor, tendo alterado o curso da sua vida enquanto funcionário público, ao aderir à FRETILIN que na ocasião se opunha a outras forças políticas, nomeadamente a UDT e a APODETI. Vivia-se um período de guerra civil!

Passada a fase das dissensões internas, Xanana Gusmão concentra-se na luta contra o invasor indonésio, ao procurar organizar a os timorenses, unindo-os em prol de uma causa comum. Em meados da década de 1980, Xanana Gusmão já é considerado o grande líder da resistência.

Com o massacre ocorrido no cemitério de Santa Cruz (Novembro de 1991), Xanana Gusmão não desperdiça a oportunidade para alertar as consciências dos homens, procurando chamar a atenção do mundo inteiro para o clima repressivo que dominava Timor-Leste e para a brutalidade das forças indonésias.

Em 1992, Xanana Gusmão é capturado, tendo passado 7 nos na prisão de Cipinang (Jacarta). Vem a ser libertado em 1999 e nesse mesmo ano recebe o Prémio Sakharov.

Em 2002, Timor-Leste torna-se independente e Xanana Gusmão é eleito o seu primeiro Presidente.

 .