2005 - Damas de Blanco
Em 2005, Cuba volta a marcar presença no Prémio Sakharov, desta feita através das "Damas de Blanco" (Mulheres de Branco), cuja coragem e empenho na causa dos direitos humanos e na defesa dos presos políticos em Cuba foram reconhecidos. São viúvas, esposas, mães e irmãs que não deixam esquecer a detenção de dissidentes políticos, em especial de dezenas detidos em 2003, a maioria por ter criticado a falta de liberdade política no país.
Todos os domingos, vestidas de branco, as mulheres vão à missa à Igreja de Santa Rita, desfilando depois pacificamente pela Quinta Avenida de Havana, de flores na mão, pedindo a libertação dos presos. Nas mãos, trazem as fotos dos seus entes detidos, com os anos de prisão a que foram condenados.
Sujeitas a insultos, ameaças e agressões, que já aconteceram, as mulheres não desistem e, domingo após domingo, prosseguem a sua luta, que já ultrapassou as fronteiras de Cuba e se tornou num "grito internacional".
Uma vez mais, as autoridades cubanas não autorizaram as cinco representantes das "Damas de Blanco" a viajar até Estrasburgo para receber o prémio e o movimento acabou por ser representado por um das suas activistas actualmente residente em Espanha.
O galardão de 2005 foi partilhado com Hauwa Ibrahim, advogada nigeriana defensora dos direitos humanos, e com a organização Repórteres Sem Fronteiras, reconhecida pela defesa da liberdade de imprensa.












