2007 - Salih Osman

Durante as duas décadas de guerra civil no Sudão, este advogado sudanês arriscou a vida para prestar assistência jurídica e ajuda médica às vítimas do conflito.

Colaborador da Organizaçao Sudanesa Contra a Tortura (SOAT), proporcionou representação jurídica gratuita às pessoas detidas arbitrariamente e torturadas, cujo único crime foi oporem-se às políticas do governo sunadês ou partilharem a mesma etnia que os movimentos rebeldes do Darfur. Através da sua luta, tem conseguido anular ou reduzir sentenças de condenações à morte, ao mesmo tempo que insiste em que a violação seja considerada um crime de guerra.

Membro da oposição no Parlamento sudanês desde 2006, a luta de Osman centra-se agora na protecção de mais de dois milhões de sudaneses que foram obrigados a abandonar as suas casas durante o conflito e na reforma do sistema judiciário do seu pais.

Pagou um preço elevado pelas suas acções: foi perseguido, preso em diversas ocasiões, mantido em isolamento e torturado, ao mesmo tempo que membros da sua família foram vítimas de represálias por parte das milícias.

De visita a Portugal, em Dezembro de 2007, Osman pediu que "Portugal olhasse para Darfur como o fez para Timor-Leste" e pediu uma intervenção militar urgente na região por parte da comunidade internacional.

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